A forma como teimavas em pegar-me ao colo, mesmo sabendo que odeio que o façam. Ou as descuidadas vezes que me beijavas e não conseguias esconder a alegria que sentias por poderes desfrutar de mais um momento comigo. O teu convite para me levares contigo a Serpa, e de ser a primeira rapariga a estriar o teu primeiro carro contigo, assim que tirasses a carta. Porque gostavas de mim e gostavas de partilhar esse momento especial comigo. E o facto de me levares a Monsanto se carro sempre que eu te pedisse, claro…assim que tirasses a carta. Tal como quando compras-te um isqueiro no café e pedis-te o preto, e para te contrariar pedi antes o azul e tu fizeste-me a vontade. Espero que ainda o guardes no teu bolso, e não sintas vontade de fumar sempre que te lembrares de mim ao pegares nele. Ou se quiseres…o facto de teres gasto 30 euros só para poderes ser moche e conversares comigo. Recordo-me também quando disseste que faltava o “pedido oficial” para ser tua namorada, mas que isso teria de ser feito no momento certo. Na verdade, eu sei que sempre tiveste medo da minha resposta, até mesmo quando afirmavas “que me derretia toda por ti”. Tenho que admitir que me agradava imenso quando fazias perguntas como “és minha, não és?” e como te fazia uma careta, respondias “eu sei que és”. E no fundo sabes que sempre fui. Eram as pequenas vezes em que demonstravas o quão bem me conhecias, relatando acontecimentos anteriores, imitando expressões, contando piadas. Eu adorava que me recordasses assim. Adorava que me desejasses e quisesses tanto para ti. E eram as pequenas coisas que me faziam querer-te da mesma maneira, mas para ser sincera…apercebi-me tarde e não te dei o devido valor…portanto secalhar sentir a tua falta, talvez, seja merecido. No fundo, eu sei que eram as pequenas coisas. E isso basta. Penso eu. Dizeres-me que “sou linda de qualquer maneira” realmente mexeu comigo. Vindo de ti…logo tu, nós, que temos dificuldade em elogiarmo-nos um ao outro. Ou que pelo menos tínhamos. Tenho pena que essas pequenas coisas me façam sentir tantos remorsos. Tenho pena de não te ter feito feliz. Mas depois revolta-me saber que desistis-te tão facilmente. Não soube bem aquela tarde na praia? Aquelas tardes a passear de mãos-dadas e sorriso no rosto? Eram as pequenas coisas como saber que não vou esquecer a forma como me beijavas. Preenchias-me por dentro. Mas porque será que na altura não senti nada, para alem de medo? Sim, eu senti medo. Acreditas? E outra coisa…eu sei que não tive oportunidade de te dizer…mas sempre fui tua. E sempre te quis meu. Mas acho que é tarde para fazer pedidos.
5.6.11
D
A forma como teimavas em pegar-me ao colo, mesmo sabendo que odeio que o façam. Ou as descuidadas vezes que me beijavas e não conseguias esconder a alegria que sentias por poderes desfrutar de mais um momento comigo. O teu convite para me levares contigo a Serpa, e de ser a primeira rapariga a estriar o teu primeiro carro contigo, assim que tirasses a carta. Porque gostavas de mim e gostavas de partilhar esse momento especial comigo. E o facto de me levares a Monsanto se carro sempre que eu te pedisse, claro…assim que tirasses a carta. Tal como quando compras-te um isqueiro no café e pedis-te o preto, e para te contrariar pedi antes o azul e tu fizeste-me a vontade. Espero que ainda o guardes no teu bolso, e não sintas vontade de fumar sempre que te lembrares de mim ao pegares nele. Ou se quiseres…o facto de teres gasto 30 euros só para poderes ser moche e conversares comigo. Recordo-me também quando disseste que faltava o “pedido oficial” para ser tua namorada, mas que isso teria de ser feito no momento certo. Na verdade, eu sei que sempre tiveste medo da minha resposta, até mesmo quando afirmavas “que me derretia toda por ti”. Tenho que admitir que me agradava imenso quando fazias perguntas como “és minha, não és?” e como te fazia uma careta, respondias “eu sei que és”. E no fundo sabes que sempre fui. Eram as pequenas vezes em que demonstravas o quão bem me conhecias, relatando acontecimentos anteriores, imitando expressões, contando piadas. Eu adorava que me recordasses assim. Adorava que me desejasses e quisesses tanto para ti. E eram as pequenas coisas que me faziam querer-te da mesma maneira, mas para ser sincera…apercebi-me tarde e não te dei o devido valor…portanto secalhar sentir a tua falta, talvez, seja merecido. No fundo, eu sei que eram as pequenas coisas. E isso basta. Penso eu. Dizeres-me que “sou linda de qualquer maneira” realmente mexeu comigo. Vindo de ti…logo tu, nós, que temos dificuldade em elogiarmo-nos um ao outro. Ou que pelo menos tínhamos. Tenho pena que essas pequenas coisas me façam sentir tantos remorsos. Tenho pena de não te ter feito feliz. Mas depois revolta-me saber que desistis-te tão facilmente. Não soube bem aquela tarde na praia? Aquelas tardes a passear de mãos-dadas e sorriso no rosto? Eram as pequenas coisas como saber que não vou esquecer a forma como me beijavas. Preenchias-me por dentro. Mas porque será que na altura não senti nada, para alem de medo? Sim, eu senti medo. Acreditas? E outra coisa…eu sei que não tive oportunidade de te dizer…mas sempre fui tua. E sempre te quis meu. Mas acho que é tarde para fazer pedidos.
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